DESVENDANDO OS SEGREDOS: PARODIANDO A PARÓDIA - PARTE 3

 

PARTE 3 do ciclo de aulas ‘‘Desvendando os segredos’’ 

Total de aulas da parte 3: 5 aulas 

Por: Matheus Medeiros Santos 

Turma alvo: 8.º ano 

Desdobramento do projeto de aulas disponível em: link

Proposta: A proposta do ciclo de aulas ‘‘desvendando os segredos’’ é dissipar muitas das questões pendentes que podem ter surgido após a leitura do conto O Fantasma de Canterville. Nesta terceira parte do ciclo teremos uma aula mais dinâmica cujos principais autores serão os próprios alunos! De início, dedicaremos as duas primeiras aulas deste conjunto de 5 para rememorar tudo aquilo estudado sobre o gênero da paródia e, nesta ocasião, daremos um foco para a sua multiplicidade de meios: poema, carta, música, filme, série, tirinhas e entre outros. Nas três aulas finais dedicaremos o nosso tempo de aula para a orientação da produção dos alunos (que idealmente farão em casa e trarão seus rascunhos para a escola ao longo de cada aula) de suas paródias sobre o próprio conto de Wilde (que já é uma paródia)! 

Habilidades da BNCC: 

(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de sentido.


Aulas 1 e 2: Não é só de literatura que vive a paródia!


Nas aulas iniciais nesta parte deste ciclo, o objetivo do docente deve ser mostrar para os alunos que a o gênero da paródia não é apenas literário, mas sim que há uma multiplicidade grande de meios pelos quais a paródia pode dar suas cartas: poema, carta, música, filme, série, tirinhas e tantos outros!

É sugerido a formação de roda de discussão e, se possível, a apresentação por parte do docente das seguintes diferentes paródias

  • Nas artes, tal como:

  • Na música, tal como:

  • Em videogames/memes:

  • Em animes:

Enfim, tudo aquilo que o professor achar conveniente como material é bem-vindo. Aliás, o importante é aproximar as paródias dos alunos, trazendo aquilo que seja próximo da realidade deles e evitar paródias cuja interpretação será prejudicada, pois os alunos não conhecem o material parodiado.

Feito isso, o professor pode conduzir as discussões da forma que achar mais cabível, a fim de tornar claro para os alunos a multiplicidade da paródia.


Aula 3: orientações para a produção própria!

Esta aula tem um foco específico: orientar os alunos quanto a atividade que será finalizada e apresentada nas próximas duas aulas.

A atividade consiste em parodiar o próprio conto do Oscar Wilde que trabalhamos em aula: O Fantasma de Canterville!

Agora que os alunos já sabem o que é uma paródia e de sua grande variedade de meios, o docente pode propor essa atividade, a fim de dinamizar o estudo e fazer os alunos praticarem habilidades de escrita e a própria noção de subversão que é inerente a uma paródia.

O professor deve orientar os alunos sobre os seguintes parâmetros:
  • Parodiar o conto O Fantasma de Canterville
  • A paródia pode ser de qualquer natureza (conto, miniconto, letra de música, poema), desde que seja escrita. Em outras palavras, um quadro em aquarela, por exemplo, não é permitido.
  • Acordar um número de páginas adequado para aqueles que pretendem fazer um conto e combinar, também, com aqueles que pretendem fazer algo de caráter curto (um poema, por exemplo) sobre o nível de detalhamento. 
  • Trazer de casa
Aulas 4 e 5

Finalmente veremos os resultados dos alunos!

Esta aula consiste na apresentação das paródias feitas por cada um dos alunos. Caso não seja possível, por questões de tempo, de todos apresentarem, não há problemas em esticar as aulas dedicadas para isso, afinal, é uma tarefa calorosa em que os alunos demonstram a criatividade posta em suas produções literárias e, muitos deles, anseiam por um feedback (o que é altamente recomendado para o professor fazer após cada apresentação).

No caso dos alunos que fizeram um conto ou trabalhos mais longos, não teremos tempo hábil de lê-lo na sala, mas isso não quer dizer que o docente não deva fazer com que o aluno leia um trecho de sua preferência.

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