A PARÓDIA NO LIVRO O FANSTAMA DE CANTERVILLE DE ESCAR WILDE

 Total de aulas: 5 (aulas 6, 7,8, 9,10)

PARTE 1 ( A PARÓDIA NO LIVRO O FANSTAMA DE CANTERVILLE DE ESCAR WILDE)

Por: Leonardo Santos Ribeiro (nº usp:10431365)  

7 º E 8 º ANOS 

 

Habilidades da BNCC:

(EF07LP01) Distinguir diferentes propostas editoriais – sensacionalismo, jornalismo investigativo etc. –, de forma a identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor que podem comprometer uma análise crítica da notícia e do fato noticiado.
 
(EF07LP02) Comparar notícias e reportagens sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes mídias, analisando as especificidades das mídias, os processos de (re)elaboração dos textos e a convergência das mídias em notícias ou reportagens multissemióticas.
 
(EF67LP24) Tomar nota de aulas, apresentações orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV, vídeo), identificando e hierarquizando as informações principais, tendo em vista apoiar o estudo e a produção de sínteses e reflexões pessoais ou outros objetivos em questão.

(EF08LP01) Identificar e comparar as várias editorias de jornais impressos e digitais e de sites noticiosos, de forma a refletir sobre os tipos de fato que são noticiados e comentados, as escolhas sobre o que noticiar e o que não noticiar e o destaque/enfoque dado e a fidedignidade da informação.
 

Aula 6


Na aula seis, o professor(a) deve lembrar aos alunos (as) que o texto de Oscar Wilde está inserido no gênero da paródia. Alguns elementos da narrativa podem ser trazidos para lê-lo a luz da paródia. Por exemplo, o fantasma é uma paródia do gênero literário gótico. Nesta aula, o professor vai mostrar a obra do pintor Grant Wood, de 1930, e é uma das obras americanas mais conhecidas. Nela, um fazendeiro , o qual está em primeiro plano, segura um tridente, e ao seu lado, a sua filha solteira veste um vestido florido. 

Após Mostrar a pintura, o professor (a) deve mostrar uma série de paródias que foram criadas a partir deste quadro. A partir das paródias a seguir, espera-se que os alunos (as) compreendam que neste caso, pegou-se um símbolo da cultura norte americano, e parodiou com outros referentes, que no entanto, são amplamente conhecidos pelo imaginário coletivo. 

Espera-se que o professor (a) pergunte para os alunos depois de mostrar as paródias a seguir, o que eles/elas compreendem por paródia. 


(Frida Kahlo e Diogo Rivera) 

 
                                                 (Marge Simpson e Homer Simpson)

                                                       (Barbie e Ken) 


                                                   (Michelle Obama e Barack Obama) 


Aula 7

Nesta aula, o professor (a) vai trabalhar com o poema escrito pelo poeta brasileiro Manuel Bandeira. Trata-se de um poema que realiza uma paródia aos poetas parnasianos. 

Poema Os sapos

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...



Aula 8  


Nesta aula, o professor deve pedir aos alunos(as) para escreverem uma estória breve que seja, uma  paródia dos contos góticos. 



Aula 9

Nesta, aula os alunos (as) lerão em voz alto a breve estória paródica que eles/elas escreveram. Além disso, o professor pode mostra o filme do Joseph Losey, A vida de Galileu, no qual, na na hora 1:28:09 tem uma cena de carnaval. Nela, é dito " Sim ao Galileu, não ao papa". No filme, vemos a vida de Galileu que era constantemente censurado pela igreja católica. No entanto, no carnaval, o povo inverteu a ordem, colocando as invenções de Galileu acima da igreja, ou seja, trata-se de uma paródia. 




https://www.youtube.com/watch?v=TaZCNNyj83g

Aula 10 

Para concluir, o professor pode abordar, por meio de um trecho, o que Bakhtin compreende por paródia. O professor pode lançar mão do exemplo do carnaval. No carnaval, existe uma inversão de papeis sociais. Qualquer um pode ser rei ou rainha, presidente ou presidente, no carnaval. É isso que Bakhtin chama de "mundo às avessas" 

Na Antiguidade, a paródia estava indissoluvelmente ligada à cosmovisão carnavalesca. O parodiar é a criação do “duplo destronante”, o mesmo “mundo às avessas”. Por isso a paródia é ambivalente. [...] Os duplos parodiadores tornaram-se um elemento bastante freqüente da literatura carnavalizada (BAKHTIN, 1981, p. 109-10)  


BAKHTIN, Mikhail Mikháilovitch. Problemas da poética de Dostoïevski. Trad. Paulo Bezerra, Rio: Ed. Forense-Universitária, 1981.  


 

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